Amanda

SENTIA VONTADE DE CHORAR, MAS NÃO SAÍA LÁGRIMA ALGUMA. ERA SÓ UMA ESPÉCIE DE TRISTEZA, DE NÁUSEA, UMA MISTURA DE UMA COM A OUTRA, NÃO EXISTE NADA PIOR. ACHO QUE VOCÊ SABE O QUE QUERO DIZER, TODO MUNDO, VOLTA E MEIA, PASSA POR ISSO, SÓ QUE COMIGO É MUITO FREQÜENTE, ACONTECE DEMAIS.

— charles bukowski.

De qualquer forma, não esqueça das seguintes verdades: não faça nada que não te deixe em paz consigo mesma; cuidado com o que anda desabafando; conte até três (tá certo, se precisar, conte mais); antes só do que muito acompanhado; esperar não significa inércia, muito menos desinteresse; renunciar não quer dizer que não ame; abrir mão não quer dizer que não queira. O tempo ensina, mas não cura.”
— Martha Medeiros

Está triste? Esteja! Não é rico, nem jovem, nem belo? Nem por isso ficará sozinho. Pessoas não se apaixonam por estereótipos, mas pela singularidade de cada um, pela capacidade de ser surpreendido, pela sedução que o inusitado provoca. Uma pessoa que se preocupa em “parecer” já está derrotada no primeiro minuto de jogo. Dá valor demais à opinião dos outros, não age conforme a própria vontade, não se assume do jeito que é, inventa personagens para si mesmo e acaba se perdendo justamente deste “si mesmo”, que fica órfão. Quer parecer mais inteligente? Comece admitindo que não sabe nada sobre nada e toque aqui: ninguém sabe.


— Martha Medeiros

A paixão deve ser coisa discreta, calada, centrada. Se você espalhar aos sete ventos, crau, dá errado. Caio Fernando Abreu.    (via poetadoalem)

(Source: desam0r, via the-pulse-of-rock)

Eu sou…

Sensível pra cacete, maldosa na mesma intensidade, feliz de andar cantando e depressiva de nunca achar que uma janela é só uma janela.
E cheia de manias bem estranhas… 
Eu sou sim a pessoa que some, que surta, que vai embora, que aparece do nada, que fica porque quer, que odeia a falta de oxigênio das obrigações, que encurta uma conversa besta, que estende um bom drama, que diz o que ninguém espera e salva uma noite, que estraga uma semana só pelo prazer de ser má e tirar as correntes da cobrança do meu peito. 
Que acha todo mundo meio feio, meio bobo, meio burro, meio perdido, meio sem alma, meio de plástico, meia bomba. 
E espera impaciente ser salva por uma metade meio interessante que me tire finalmente essa sensação de perna manca quando ando sozinha por aí, maldizendo a tudo e a todos. 
Eu só queria ser legal, ser boa, ser leve. 
Mas dá realmente pra ser assim?

~ Tati Bernardi

Tenho essa fantasia sobre um clube do livro em minha mente, onde outras pessoas se sentem tão apaixonadas como eu me sinto com relação à leitura. Como se fosse um beijo realmente bom. O prazer diáfano e a intimidade de ter um relacionamento com um romancista e todas as personagens é transcendental - até mesmo sensual. Determinadas passagens continuam repercutindo em minha cabeça muito tempo depois que já fechei o livro, e muitas vezes mal consigo esperar para voltar à história, como se fosse um amante secreto.

 

 

(…)Eu os leio. Mas o mero ato de comprá-los me deixa alegre – o mundo é mais promissor, mais satisfatório. É difícil explicar, mas eu me sinto, de alguma forma, mais otimista. A totalidade do ato simplesmente me faz feliz.”

(…) Os adoradores de livro vêm em seguida. Eles mantêm seus livros cobertos (e não porque são romances), usam marcadores de página e absolutamente nunca deixam o livro tocar o chão. Eles olham para o livro como se fosse um ser com sentimentos, um objeto de desejo vivo, que respira, que precisa ser tratado com absoluto respeito. Eles leem cada palavra, até mesmo as notas de pé da página.

Ela lutará pela luz, e ele pela escuridão.
Lutando por séculos pela doce centelha do amor.
Sempre que duas almas se amarem de verdade,
vocês os encontrarão, a corajosa Julieta,
e Romeu, o desertor.”—Julieta Imortal

 Cidade das Cinzas- pág.226 

“[…] Eu não te odeio, Jace.
-Eu também não te odeio.

Ela olhou pra ele aliviada.

-Fico feliz em ouvir isso.

-Gostaria de conseguir odiá-la -disse ele. A voz era suave, a boca curvada em um meio sorriso despreocupado, os olhos doentes de tristeza.- Quero odiar. Tento odiar. Seria muito mais fácil se odiasse. Às vezes acho que odeio, e depois quando te vejo e eu…

As mãos de Clary estavam dormentes com a força com que agarrava o cobertor.

-E você o quê?

-O que você acha?- Jace balançou a cabeça. -Por que eu tenho que contar tudo sobre como me sinto e você nunca me conta nada? É como dar com a cabeça na parede, só que, se pelo menos eu tivesse batendo com a cabeça na parede, poderia parar…”

Passei minha vida dobrada entre as páginas dos livros. Na ausência de relacionamentos humanos, criei laços com as personagens de papel. Vivi amor e perda por meio das histórias enrredadas na história; experimentei a adolescência por associação. Meu mundo é uma teia entrelaçada de palavras, amarrando membro a membro, osso a tendão, pensamentos e imagens todos juntos. Sou um ser composto de letras, uma personagem criada por frases, um produto da imaginação fabricado por meio da ficção.”

— Estilhaça-me

Às vezes penso que a solidão dentro de mim explodirá pela pele e, às vezes, não tenho certeza se chorar ou gritar ou rir de histeria resolverá alguma coisa. Às vezes estou tão desesperada por tocar, por ser tocada, por sentir, que tenho quase certeza de que vou cair de um penhasco em um universo alternativo no qual ninguém, nunca, será capaz de me encontrar.

Não parece impossível.

Tenho gritado por anos e ninguém jamais me escutou.

 

~ Estilhaça-me